SIBO: Diagnóstico e Tratamento

O SIBO é uma condição gastrointestinal comum, mas muitas vezes subdiagnosticada, que causa desconforto crônico. O artigo detalha a fisiopatologia (bactérias no intestino delgado), os sintomas (inchaço, diarreia, carências nutricionais) e o plano de tratamento com antibióticos específicos e modulação dietética.
Dr. Octávio Rodrigues

Dr. Octávio Rodrigues

Cirurgião Gastrointestinal

SIBO | Dr. Octávio Rodrigues | Gastroenterologista

SIBO (Supercrescimento Bacteriano): O Excesso de Bactérias no Intestino Delgado e Seu Tratamento

O **SIBO** (*Small Intestinal Bacterial Overgrowth*), ou Supercrescimento Bacteriano do Intestino Delgado, é uma condição gastrointestinal que tem recebido crescente atenção na gastroenterologia moderna. Caracteriza-se por um aumento anormal no número de bactérias no intestino delgado, que é a porção do trato digestivo que, naturalmente, deve conter uma quantidade menor de bactérias do que o intestino grosso.

Esse excesso de microrganismos, que podem ser inclusive bactérias consideradas “boas” em outro local, começa a consumir os nutrientes que deveriam ser absorvidos pelo hospedeiro e fermenta carboidratos e fibras, resultando em uma série de sintomas crônicos e debilitantes. O Dr. Octávio Rodrigues, especialista em saúde digestiva, oferece o diagnóstico preciso e o tratamento direcionado para o SIBO, ajudando a restaurar o equilíbrio da microbiota intestinal.

Fisiopatologia do SIBO: Por Que as Bactérias Estão Onde Não Deviam?

O intestino delgado tem mecanismos de defesa naturais que impedem a proliferação excessiva de bactérias. O SIBO ocorre quando esses mecanismos falham. As causas mais comuns para a falha incluem:

  • **Alterações na Motilidade (Movimento):** Uma motilidade intestinal lenta, frequentemente causada por disfunções nervosas, diabetes ou uso de certos medicamentos (como inibidores de bomba de prótons – IBP, ou opióides), impede que o intestino se limpe adequadamente.
  • **Cirurgias Gastrointestinais:** Procedimentos que alteram a anatomia do trato digestivo (como cirurgias bariátricas ou ressecções intestinais) podem criar “alças cegas” ou áreas de estagnação que favorecem o crescimento bacteriano.
  • **Baixa Acidez Gástrica:** O ácido estomacal é uma barreira natural contra bactérias. A redução da acidez (por medicamentos ou idade) permite que mais microrganismos cheguem ao intestino delgado.
  • **Valvopatia Ileocecal:** Disfunção da válvula que separa o intestino delgado do intestino grosso, permitindo a migração retrógrada de bactérias.

Sintomas Crônicos: Gases, Inchaço e Carências Nutricionais

Os sintomas do SIBO são frequentemente confundidos com a Síndrome do Intestino Irritável (SII), mas tendem a ser mais graves e focados no trato superior. As manifestações típicas incluem:

  • **Distensão e Inchaço Abdominal (Bloating):** Sensação de estufamento que piora após as refeições, mesmo comendo pouco.
  • **Excesso de Gases e Flatulência:** Resultante da fermentação dos alimentos pelas bactérias no local incorreto.
  • **Diarreia e/ou Constipação:** O padrão intestinal pode ser misto ou variar.
  • **Dor Abdominal:** Cólicas e desconforto que, diferentemente da SII, tendem a ocorrer logo após a ingestão.
  • **Carências Nutricionais:** As bactérias competem por vitaminas (principalmente B12, causando anemia) e prejudicam a absorção de gorduras e vitaminas lipossolúveis (A, D, E, K), levando à esteatorreia (gordura nas fezes).

Diagnóstico: O Teste Respiratório de Hidrogênio e Metano

O diagnóstico padrão ouro para o SIBO é o **Teste Respiratório de Hidrogênio e Metano** (com lactulose ou glicose). O paciente ingere uma solução de açúcar (lactulose ou glicose) e, se houver SIBO, as bactérias no intestino delgado fermentarão rapidamente esse substrato, produzindo gases (hidrogênio e/ou metano) que são absorvidos pela corrente sanguínea e exalados pela respiração. O Dr. Octávio Rodrigues realiza e interpreta este teste, identificando a presença do supercrescimento e o tipo de gás predominante (metano é frequentemente associado à constipação).

O Tratamento Duplo: Antibióticos e Modulação da Motilidade

O tratamento do SIBO exige um plano em duas fases, coordenado pelo gastroenterologista:

  • **Fase 1 – Remoção (Antibióticos):** O antibiótico mais utilizado é a **Rifaximina**, que é um antibiótico de espectro amplo que tem a vantagem de ser pouco absorvido pelo intestino, agindo primariamente no trato gastrointestinal e minimizando os efeitos colaterais sistêmicos. Fitoterápicos antimicrobianos podem ser usados como alternativa ou complemento.
  • **Fase 2 – Prevenção da Recidiva:** Este é o passo mais crucial. Inclui a correção da causa subjacente (se possível) e a modulação da motilidade intestinal (uso de pró-cinéticos, se houver lentidão). O paciente é orientado a seguir uma dieta com restrição temporária de FODMAPs (carboidratos altamente fermentáveis) e a otimizar a digestão.

O Dr. Octávio Rodrigues monitora o paciente após o tratamento para evitar a recidiva, que é comum se a causa primária não for controlada.

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